Drag: notas para uma breve genealogia feminista-queer[1]

Virginia Santos
Graduada em História pela Universidade Estadual de Montes Claros
Montes Claros, Minas Gerais
worksbytechno@gmail.com

Resumo

O artigo analisa a performance drag a partir de sua presença na literatura feminista-queer e enquanto uma manifestação artística, cultural e política que desafia os binários de sexo/gênero. Fundamentando-se na aparelhagem teórica de nomes como Judith Butler, Paul B. Preciado, Esther Newton, Sam Bourcier e Jack Halberstam, e utilizando o método da genealogia de Foucault, a pesquisa aponta como drag construiu-se na teoria e práxis como uma prática transgênero de desidentificação com a norma.

Palavras-chave: Performance Drag; Feminismo; Teoria Queer; Gênero; Transgênero.

Abstract

This article analyzes drag performance’s presence in feminist-queer literature and as an artistic, cultural, and political manifestation that challenges sex/gender binaries. Drawing on the theoretical framework of authors such as Judith Butler, Paul B. Preciado, Esther Newton, Sam Bourcier, and Jack Halberstam, and utilizing Foucault’s genealogy as its method, the article highlights how drag has been constructed in theory and praxis as a transgender practice of disidentification with the norm.

Keywords: Drag Performance; Feminism; Queer Theory; Gender; Transgender.


[1] Este artigo é uma versão editada e reduzida do primeiro capítulo de uma monografia defendida pelo departamento de História da Universidade Estadual de Montes Claros, intitulada Velour: drag para além dos binários (2024).

Keywords: Psychoanalysis; Feminism; Luce Irigaray; Sigmund Freud; Phallocentrism.