NINGUÉM ESTÁ A SALVO

Por Fábio Franco e Leandro Silveira
Ilustrada por Franklin Mendes e Rodolfo Troll
Design por José Roberto Almeida

O vírus do HIV, nos anos 1980 chamado de “câncer gay”, há tempos não atinge somente os antigos grupos de risco. Hoje, a preocupação do Ministério da Saúde se concentra no crescimento do contágio entre jovens. “De 2006 a 2015 a taxa de detecção de casos de AIDS entre aqueles com 15 a 19 anos quase que triplicou (de 2,4 para 6,9 casos por 100 mil habitantes) e entre os jovens de 20 a 24 anos, a taxa mais do que dobrou (de 15,9 para 33,1 casos por 100 mil habitantes)”, informa o site da Unaids.

Em 2007, era a mudança do perfil de soropositivos que chamava a atenção. Crescia significativamente o número de mulheres, heterossexuais e maiores de 50 anos com HIV. O projeto “Vanguarda – Jornalismo + Quadrinhos”, criado pelos jornalistas baianos Caio Coutinho, Fábio Franco e Leandro Silveira, foi buscar explicações para essa alteração e dar rosto e voz às pessoas, muitas vezes vistas apenas como números. O resultado foi a reportagem em quadrinhos “HIV – sem grupos, sem comportamento, ninguém está a salvo”.

Dez anos depois, com a melhoria dos tratamentos e da medicação, esse grupo aumenta a estatística de idosos com o vírus. E faz pensar nos porquês de uma enfermidade já tão amplamente divulgada e de tão fácil prevenção continuar a atingir tantas pessoas no Brasil. Confira a reportagem publicada com exclusividade pela Nós:

(Clique no símbolo de “Tela Cheia” ou “Fullscreen” no canto inferior direito para ler a reportagem em quadrinhos)

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