CORPOS MARCADOS

Por Felipe Flores

Vista na contemporaneidade como refúgio de rebeldia de jovens que “querem aparecer” ou “confrontar seus pais”, a tatuagem tem se popularizado cada vez mais e ganhado adeptos das mais diversas faixas etárias. Sua história remonta a mais de 3500 anos, tendo surgido como fator distintivo de grupos tribais.

A tatuagem como conhecemos hoje é o resultado do depósito de pigmentos coloridos insolúveis na pele, com o uso de agulhas epiteliais. A combinação de pigmentos formam um desenho e permanece definitivamente na camada subcutânea do tatuado. Contudo, a medicina dos dias atuais já consegue remover tatuagens de quem esteja insatisfeito.

Talvez por ter se disseminado, na modernidade, primeiramente entre os marinheiros e, logo em seguida, entre presidiários, a tatuagem foi marginalizada durante longo tempo e, ainda hoje, é vista como ato de rebelião. Apesar disso, tem sido cada vez mais aceita enquanto marca de personalidade, expressão artística e há quem considere essa forma de modificação corporal como um sintoma da modernidade.

Enquanto a demanda por tatuagens cresce cada vez mais, apaixonados pela arte enxergam o potencial de mercado e a oferta de estúdios de modificação corporal aumenta exponencialmente. O fotógrafo Felipe Flores visitou o Tinta Preta, um estúdio de tatuagem aberto recentemente na cidade de Uberlândia, Minas Gerais, e trouxe para a quinta edição da Nós uma fotorreportagem que mostra um pouquinho dessa realidade. Confira!

Fotos: Felipe Flores

Anúncios