AINDA HÁ TEMPO

Por Ana Beatriz Cerqueira, Bianca Judice, Kennedy Costa,
Laura Moreira, Luisa Caleffi e Nathalia Drumond

Não é engraçado que passemos uma porcentagem significativa da nossa existência assistindo a pânicos e faustões e quase nunca nos sentemos com nossos vizinhos para aprender e compartilhar experiências, histórias, lugares, memórias? Gastamos um bom tempo lendo e aprendendo sobre as infinitas maravilhas oferecidas pela democratização da comunicação; mas não seria essa comunicação um reflexo de nós? Enquanto comunicadores, estamos democratizando nosso pensamento, expandindo nossas redomas ou continuamos sentados à frente dos computadores e das televisões consumindo e irradiando futilidades?

A história da Maria precisa ser contada. Nair precisa passar na tevê. Velhas – porque dispensamos eufemismos – que decidiram que ainda havia tempo. Aprender a ler na velhice também é rebeldia! É não-conformidade, é reação.

Produzido por alunos do 1º período do curso de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo da Universidade Federal de Uberlândia, “O que aprendemos com as histórias que contamos?” é uma pergunta em forma de documentário. É um protesto lírico e implícito. Uma proposta que de nova não tem nada e que não pretende se bastar em apenas 20 minutos.

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