EDITORIAL: O FIM DE TODOS NÓS

Você já deve estar cansado de ouvir que a única certeza que temos na vida é a morte. Lamento ter que repetir, mas essa é a verdade. Não sabemos o que nos acontecerá amanhã, daqui a uma hora ou em três décadas, mas é garantido que, ao final de tudo, de um modo ou de outro, ela estará à nossa espera. Assim, certos de que não nos resta lutar contra o irremediável, essa edição da Nós aborda o tema do qual tantos fogem.

Nossa proposta não é tratar a morte de um ponto de vista filosófico ou religioso, pois isso muita gente já fez. A intenção aqui é demonstrar que ela rende muito pano pra manga, desde o trabalhão de quem fica e precisa cuidar das decisões e burocracias dos ritos de despedida, até aqueles que fazem dela uma bandeira, um símbolo para manifestar suas opiniões ou crenças. Passamos ainda pela vida dos profissionais que lidam com a morte cotidianamente ou daqueles que a transformam em produto de arte e consumo. Acreditamos que olhar com leveza para um tema tão denso (e tenso) pode ser um caminho para abordar aquele que é o destino de todo mortal.

Desejamos que sua leitura e sua vida sejam leves como nossa terceira edição. Divirta-se!

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